Tuesday, May 09, 2006

Um Novo Sistema Educativo...

Quem já não ouvi falar num tal Processo de Bolonha…

Mas que significa esse Processo?

Para quem não conhece ou projecto ou não tem a certeza do que significa aqui fica uma ideia.

O Processo de Bolonha está ligado à construção de um Espaço Europeu de Ensino Superior, com o objectivo de promover a mobilidade de professores, de estudantes e a sua empregabilidade.
A principal ideia a reter é de que com o processo de Bolonha é possível a um qualquer estudante do ensino superior que conclua os seus estudos ter um diploma Europeu com os seus graus de qualificação que seja reconhecido em qualquer Estado-Membro e também nas suas Universidades caso o estudante queira continuar os seus estudos fora do seu país.
Este processo surge da necessidade de tornar a Europa num espaço económico competitivo, para assim fazer face aos seus principais adversários económicos e para a existência de uma coesão social.


Génese do projecto…


Desde 1998 na declaração de Sorbonne, que se perspectivava a criação deste espaço único. Um ano depois ficou estabelecido entre os países signatários (29 estados europeus, incluindo Portugal), que até ao ano de 2010 existiria um Espaço Europeu de Ensino Superior. Deste modo, o Ensino Superior seria compatível no espaço Europeu.




Grandes directrizes do Processo de Bolonha:
. Adopção de um sistema de graus académicos facilmente legível e comparável, incluindo também a implementação do Suplemento ao Diploma;
· Adopção de um sistema assente essencialmente em dois ciclos
· Estabelecimento de um sistema de créditos académicos (transferíveis e acumuláveis)
· Promoção da mobilidade entre estudantes, docentes e trabalhadores.
Em Setembro de 2003, os Ministros responsáveis pela Área do Ensino Superior de 33 Países Europeus, reunidos em Berlim, reafirmaram os objectivos definidos em Bolonha e em Praga, tendo adicionado:
· A necessidade de promover vínculos entre o Espaço Europeu do Ensino Superior e o Espaço Europeu de Investigação, para melhorar a capacidade de investigação da Europa e tornar mais atractivo o Ensino Superior Europeu (existência de bolsas de estudo para alunos extra comunitários)
· Criação de um terceiro ciclo constituído pelo doutoramento


É pretendida uma formação ao longo da vida, o ensino terá todo a mesma certificação. Irão ser adoptadas medidas para reduzir as taxas de abandono escolar, que irão ser fundamentais para aumentar a competitividade económica e aumentar os níveis de empregabilidade. É importante fazer a população criar o gosto pelo saber e pela sua constante actualização.

A participação de Portugal neste processo implica reformas profundas estruturais (a estrutura deve ser idêntica em todas as instituições de ensino superior, oferecer cursos semelhantes e comparáveis em conteúdos e duração) no ensino superior, como a divisão em dois ciclos e o sistema de créditos (para reconhecimento de graus académicos) e a emissão de um suplemento de diploma em língua europeia (reconhecimento internacional das qualificações).

Como funciona o sistema de créditos (European Credit Transfer System)

Os créditos podem ser entendidos como instrumentos de mobilidade.
· Flexibilização da organização curricular;
· Transferência de créditos;
· Acumulação créditos corresponde qualificações e níveis de formação;
· Promovem a mobilidade dos estudantes;

A lei de bases de Processo de Bolonha prevê a existência de três ciclos no Ensino superior:
· O primeiro ciclo é o grau de licenciado com duração de 6 a 8 semestres.
· O segundo ciclo corresponde ao grau de mestre com a duração de 2 a 4 semestres (em conjunto os dois primeiros ciclos devem ter a duração de 10 semestres)
· O terceiro ciclo corresponde ao grau de Doutor, concedido após um ciclo de formação superior com a duração mínima de 6 semestres (em conjunto com os ciclos anteriores de existir um mínimo de 16 semestres de formação superior.
O Processo de Bolonha é então:
· É um processo de coesão Europeia através da mobilidade e do conhecimento, de forma a afirmar a Europa
· Processo de estruturação do ensino superior para uma maior igualdade e para um reconhecimento alargado à EU das competências adquiridas (comparabilidade de graus)
· Mobilidade entre estudantes, docentes e trabalhadores, vendo os seus graus de qualificação reconhecidos.



Na prática verifica-se:
· Com menos anos para concluir a licenciatura é provável que o número de Mestrados aumente.
· Com menos anos para concluir a licenciatura os custos para o Governo com a educação serão menores.
· Vai assistir ainda uma declivagem maior entre o Ensino Secundário e o Ensino Superior. Como o Ensino Secundário não vai ser também reestruturado os alunos vão sofrer ainda maiores dificuldades em adaptar-se aos métodos de ensino do Ensino Superior.
· Deixa de existir uma ordem específica para a realização das várias cadeiras
· O ensino será também mais autodidacta
· As matérias terão de ser mais condensadas e além dos mais nem todas as instituições e professores têm a mesma forma de ensino.

O curso de Comunicação Social e Cultural da UCP vai também sofrer alterações estruturais, passando pela mudança do nome do curso para Ciências da Comunicação com a duração de 6 semestres (180 créditos).

Concluindo, o objectivo da Europa é ter “a economia do conhecimento mais competitiva e mais dinâmica do mundo, capaz de um crescimento económico duradouro acompanhado de uma melhoria quantitativa e qualitativa do emprego e de maior coesão social”.

Thursday, May 04, 2006

Tema para o Seminário


A minha apresentação para o Seminário vai incidir num capítulo "Entre a Educação pública e a Sociedade da Informação" do livro Sistemas de Informação Organizacionais.
O seminário incidirá na apresentãção do projecto-piloto Ponte de Brozos. Este projecto nasceu por iniciativa da Fundação A. Ortega com o objectivo de contribuir para a construção de uma sociedade da informação e do conhecimento. A ponte neste projecto é vista como um símbolo de ligação entre a pedagogia e a tecnologia.
Esta experiência piloto ocorreu perto da cidade da Corunha e é uma experiência no âmbito do ensino público.
Pertendo explicar em que contexto surgiu o projecto, quais foram os equipamentos e formação ao serviço desse objectivo, relatar os primeiros resultados da experiência e explicar de como uma experiência passou para um sistema educativo.

Wednesday, April 26, 2006

A Internet é democrática?


Tudo o que é democrático assenta sobre um princípio de distribuição equitativa do poder, onde a autoridade emana do povo. É a sociedade que garante a liberdade de expressão e de associação quando se vive em democracia.
A informação tornou-se numa das maiores indústrias da actualidade. Cada vez mais, os produtos da informação e serviços de informação têm um maior significado. A WEB em relação aos serviços de informação está cada vez mais presente na vida de todos nós. Na WEB é possível consultar jornais, sites de canais de televisão, motores de busca (que procuram a informação que nos interessa), etc.
Para além da função de informar a Internet permite também a comunicação (um processo interactivo). A comunicação é também um processo de informação, mas não se cinge a isso. A comunicação é um processo social muito importante, pode ser mesmo entendida como uma necessidade humana básica.
A Internet é uma das muitas dimensões tecnológicas da sociedade da informação. Segundo, um artigo da Declaração dos Direitos Humanos todos devem ter acesso à tecnologia, pois a ciência e a tecnologia são uma herança comum da Humanidade. Tanto a ciência como a tecnologia devem satisfazer as necessidades materiais e espirituais de todas as pessoas.
O acesso à Internet (tecnologia) para ser democrático deveria ser igual para todos, pois hoje em dia ter acesso à Internet é ter poder e este em democracia deve ser distribuído equitativamente por todos. Na realidade nem todos têm acesso ou condições de acesso iguais, este assunto está ligado às diferentes velocidades da Internet, ao acesso a Internet através de banda larga e ao facto de a pessoa ter acesso à Internet. Existem mesmo pessoas que não têm acesso à Internet e nem sabem do que se trata. Em Portugal como em outros países, ainda existe uma grande iliteracia tecnológica. O fosso tecnológico é algo que deve ser extinto, mas prevê-se que este fosso nunca tenha fim, pois quando uns tiverem acesso a uma tecnologia os outros já têm acesso a uma tecnologia muito superior.
Em muitos países é feito o controlo de certas palavras que constituem a pesquisa, este controlo é algo que não é democrático. Outros países deixam que sejam feitas pesquisas com certas palavras que outros países proíbem. Em democracia todos devem ter acesso às mesmas coisas.
Para além dos benefícios que a tecnologia possui, existem também efeitos negativos que prejudicam a vida das pessoas. Esses aspectos negativos podem estar ligados à integridade física e mental das pessoas, à falta de privacidade nas suas vidas, à confidencialidade de correspondência e à automatização do trabalho, o que deteriora os ambientes de trabalho.
Segundo, a declaração dos Direitos Humanos todos têm o direito de liberdade de expressão e de opinião (não interferência nas suas opiniões). Na Internet existe uma liberdade de expressão/opinião. Todos podemos tecer comentários a outros comentários que vemos em sites, todos podemos dizer livremente aos outros o que pensamos em chats ou no MSN. Actualmente uma das formas mais comuns de expressar a opinião é em blogs. Podemos sempre ser julgados pelos outros pelas nossas opiniões, mas temos sempre o direito a exprimir as nossas opiniões livremente. Neste aspecto podemos dizer que a Internet é democrática, pois respeita o direito de liberdade de expressão.
Segundo C. Hamelink os Direitos Humanos para a comunicação contemplam a disseminação de mensagens (liberdade de expressão), a consulta de informação (acesso à informação), registo de informação em bases de dados (protecção da privacidade) e a troca de informação entre pessoas. A Internet tem então um papel fundamental para a comunicação, na medida em que concentra todas estas opções dos D. H. para a comunicação. A Internet é um instrumento muito importante para a comunicação e um controlo menos correcto pode ser fatal para extinguir esses Direitos Humanos.
As escolhas ligadas à tecnologia devem ser alvo de um controlo democrático (participação na tomada de decisão). Em democracia, o poder é exercido pelo povo. Os governantes que têm o poder de decidir sobre a Internet foram eleitos pelo povo, ou seja, representam o povo. O que não democrático é o facto de nem todos os governantes terem o mesmo poder de deliberação sobre as decisões que devem ser tomadas sobre a Internet. Este facto demonstra a falta de democracia no seio da Internet.
Actualmente, a “administração” da Internet tem uma estrutura em pirâmide, ou seja, quem gere a Internet e está no topo da pirâmide é o ICANN, um organismo que opera por delegação do Governo dos EUA. Este organismo efectua a delegação de IP e nomes de domínio.
”O cenário mundial actual aponta para um aumento cada vez maior de concentração do poder nas mãos dos países que dominam os meios de produção, armazenamento, disseminação e uso da informação.”
“Em um mundo cada vez mais globalizado, em que a comunicação tornou-se uma matéria-prima estratégica e em que se multiplica explosivamente a economia do imaterial, as redes de comunicação desempenham um papel fundamental. O controle da Internet confere à potência que o exerce uma vantagem estratégica decisiva. Como, no século XIX, o controle das vias de navegação tinha levado a Inglaterra a dominar o mundo.” (Ignacio Ramonet)
O que muitos países têm procurado e têm vindo a reflectir é sobre uma gestão da Internet multilateral, transparente e democrática, onde estão envolvidos os vários agentes sociais e não uma única potência que controla toda a gestão da Internet, agindo exclusivamente de acordo com os seus interesses e controlando todos os outros agentes sociais envolvidos.

Brasil e a Internet democrática

O Brasil é um dos países que se tem vindo a reflectir sobre a democratização da Internet.
O objectivo brasileiro em relação a uma Internet democrática é criar um Conselho de Governo da Internet formado por membros indicados pelo governo. Esse conselho teria como funções: a promoção da inclusão digital, a defesa dos Direitos Humanos e a liberdade de expressão. A "administração" da Internet passaria ainda pela gestão segura dos sistemas de localização de computadores.

Texto de referência: “Human Rights for the Information Society” de C. Hamelink

Wednesday, March 29, 2006

Ideias... para que te quero???





Todos nós somos criativos, mas com diferentes habilidades. Para sermos criativos devemos descobrir e desenvolver os nossos talentos. Não podemos dizer que é um dom que só alguns possuem. A Criatividade serve para explorar o desconhecido e o processo criativo tem por base o método de tentativa e erro.
Todos nós associamos o processo criativo à célebre expressão “eureka”, esta expressão demonstra a genialidade (valor) de uma ideia. Todos nós temos uma competência perceptual para reconhecer quando os nossos actos criativos têm valor.
Existem indivíduos que são mais criativos do que outros, mas isso não acontece por serem génios. A origem da criatividade é um perfeito mistério. Há quem aponte a criatividade como um factor hereditário e quem aponte que é algo inato. A criatividade também não escolhe idades, pois nuns indivíduos desenvolve-se precocemente, enquanto que noutros é um processo que se desenvolve mais tarde. A criatividade é algo que se pode desenvolver através da procura intensa de informação sobre tudo o que nos rodeia. É preciso estar atento à realidade que está à nossa volta. Para que a ideia se desenvolva (dê o “click”) nas nossas mentes é necessário que haja informação. "As boas ideias vêm do inconsciente. Para que uma ideia seja relevante, o inconsciente precisa estar bem informado."(David Ogilvy).
Todos nós somos seres criativos, uns mais do que outros. Pode-se ser demasiado criativo? Penso que não, temos é diferentes níveis de criatividade. Uns podem ter a criatividade mais desenvolvida que outros. Talvez seja algo que nasça connosco, mas de certeza que é algo que tem de ser desenvolvido ao algo da nossa vida. A criatividade é algo que não é estanque, ao que deve ser trabalhada para se desenvolver. A criatividade é então, um processo de desenvolvimento contínuo (criação continua).

Passos para ser criativo:

· Todo dia escreva pelo menos uma ideia /pense todos os dias
· Escreva seus objectivos específicos de vida / Crie metas a atingir
· Faça anotações/ Armazene ideias/ Observe tudo cuidadosamente
· Desenvolva uma forte curiosidade
· Descubra novas fontes de ideias.
· Mantenha a sua mente em constante alerta ("As mentes são como os pára-quedas: só funcionam se estiverem abertas." (Ruth Noller)
· Evite enfraquecer o seu cérebro (fadiga, barulho, etc.)
· Desenvolva o seu cérebro através de perguntas (quem, o quê, quando, etc.)
· Coloque as suas ideias em acção
· Use o seu tempo de lazer para explorar a sua criatividade.


O factor criativo/criatividade é um factor de diferenciação, que gera inovação e este é a procura maior de uma empresa que procura lucros. Não inovação sem criatividade. Todos nós aprendemos através da experimentação. Ser criativo nos nossos dias é cada vez mais difícil, pois requer um empenhamento pessoal muito grande e porque se é pressionado por factores como a competitividade, é este o factor que faz com que a criatividade seja tão importante para as empresas.
As empresas cada vez mais procuram ser criativas, pois só assim se conseguem impor numa economia de mercado cada vez mais competitiva. Hoje em dia, as empresas gastam muito dinheiro com investigações e incentivos à criatividade. Todo o investimento feito pelas as empresas tem de ser justificado, porque ter ideias todos temos, o importante é que essas ideias sejam proveitosas para a empresa e para os seus clientes, porque mais importante que ter ideias, é que essas ideias criem um valor acrescentado.
Uma empresa deve ser criativa para ser manter competitiva, não deve é focar-se só em ser criativa. Deve ver quais são as ideias que são importantes para o seu contexto competitivo e deixar de lado as ideias que apesar de relevantes são difíceis de ser implementadas e podem trazer custos incomportáveis para a empresa, deixando numa situação desfavorável. A criatividade tem um preço para as empresas, mas esse preço pode significar a ruína de algumas empresas, porque querem ser tão inovadoras que se esquecem do que realmente lhes vai trazer um valor acrescentado para si e para os seus clientes.
Em suma, a criatividade não é um dom, é um potencial a ser explorado ao longo da vida, tendo em conta a realidade que nos rodeia e nós próprios. Para haver criatividade tem de existir motivação por parte do ser criativo. Este não deve pensar que não é criativo, porque assim está a criar uma barreira ao processo criativo. A criatividade está associada a coisas boas, positivas. Não há inovação sem criatividade. A criatividade é essencial para que haja inovação numa empresa e é disso que depende o seu factor produtivo e competitivo.

Wednesday, March 15, 2006

Portugal na Era da informação



A sociedade da informação é entendida como um modo de desenvolvimento social e económico, onde a aquisição, armazenamento e processamento produzem conhecimento. Esta é uma sociedade onde cada vez mais se faz uso das tecnologias digitais.
Portugal tem um papel tão importante quanto todos os outros estados-membros da EU. O importante é que esses estados-membros se unam para alcançar objectivos comuns. Existe uma Europa dos três “is”: na Europa não existe uma regulação comum aos 25 estados-membros. É necessário um espaço de informação único; apostar na inovação e no investimento em investigação. Para inovar não é preciso investigar, mas sim transferir para o mercado o conhecimento. A Europa deve mais inovadora; Inclusão de todos os “sem abrigo digitais” na sociedade da informação. Todos devem ter a oportunidade de estar em contacto com as tecnologias.
A Europa pode ser vista como uma manta de retalhos onde as línguas podem ser consideradas como algo que tende a travar a construção de uma Europa como um espaço dinâmico, competitivo e inovador. A Europa pode ser desenvolvida e manter a sua identidade, porque é isso que a distingue dos seus concorrentes.
Toda esta diversidade pode ser muito benéfica para a componente de inovação europeia, na medida em que pessoas com uma educação e uma cultura diferentes tem perspectivas diferentes sobre as mesmas coisas e esse facto pode ser muito benéfico para a Europa.
A diversidade linguística Europeia pode ser então uma oportunidade para a produção de conteúdos para o mundo, pois nem todo o mundo fala inglês. Portugal tem aqui uma grande oportunidade para produzir conteúdos para o mercado lusófono. O português é uma das línguas mais faladas do mundo e como estamos na era dos conteúdos e maioria dos existentes são americanos é admissível que se produzam mais conteúdos em português. O mercado brasileiro pode ser uma saída plausível para os conteúdos portugueses.
Em Portugal, o acesso à Internet através da banda larga é ainda restrito a muitos portugueses devido aos elevados preços praticados no Mercado. É urgente praticar preços mais razoáveis para que Portugal consiga vencer a lentidão de acesso à Internet e que desenvolva sua sociedade de informação. Os níveis altos de literacia tecnológica devem ser superados para alcançar uma plena sociedade da informação.
Portugal é um dos países com uma menor taxa de utilização da Internet, mas nem todo é mau. A maioria das escolas do País está ligada à Internet o que possibilita estarem ligadas em rede. O que é negativo é que muitas dessas escolas não estão providas de Internet de banda larga, o que faz com que a sua utilização seja muito lenta e por vez para se mostra inacessível aceder a alguns sites.
A escola do futuro é sem duvida um dos factos mais positivos da sociedade da informação associada a escolas. Na escola do futuro as aulas podem ser interactivas, os alunos podem estar em casa e ter contacto directo com os professores, etc. Este tipo de iniciativas são de salutar e deveriam ser mais frequentes e de abarcar um maior número de pessoas. Ainda há em Portugal um grande número de info-excluídos (disparidade de oportunidades de acesso)
A info-exclusão no nosso país é um mal de que padecem muitas das regiões interiores, porque o litoral está tecnologicamente mais educado e também tem melhores condições de acesso à Internet.
Portugal pode ter um papel muito importante na sociedade da informação, já mostrou estar à altura em termos de inovação, criação e empreendorismo. A invenção da Via Verde foi portuguesa, permitindo aos condutores não terem de parar nas portagens para pagar, sendo o custo da portagem descontado através de debito bancário; experiências de novos serviços ao cliente em áreas como a banca on-line ou mesmo a formação à distância.
Portugal tem competência para continuar a inovar e assim tomar cómodo o incómodo, facilitar a vidas das pessoas, etc.
Portugal tem um mercado muito receptivo às tecnologias e é muitas vezes usado para antever o sucesso de um produto.
O futuro tecnológico de Portugal passa pela aposta na formação, pela disponibilização de mais apoios a empresas na área da inovação e a projectos de carácter inovador que possam constituir uma mais-valia.

Sunday, March 12, 2006

Uma descoberta efémera…


Até ler um post do blogue http://nuvemdeideias.blogspot.com/ sobre as características da sociedade em mudança não me tinha apercebido de como a publicidade da Vodafone “Viva o momento, Now” retractava várias das características do Mundo em Mudança.
Este exemplo de publicidade é de facto muito representativo de um mundo e de valores em mudança. Agora ao ter presente todas as características apresentadas no blogue, posso afirmar concordo inteiramente com elas e penso que as explicações para as suas escolhas são bastante plausíveis.
Uma das características que eu nunca teria identificado, mas que agora me faz perfeitamente sentido é a Era do feminino. Agora consigo identificar que tanto a música como as cores do anúncio referem um certo romantismo e este sentimento está na maior parte das vezes associado à mulher, porque o homem deve ser um ser másculo e sem um coeficiente emocional. Prova disso é o facto de uma efémera oferecer uma flor a outra.
Um outro blogue onde este anúncio também foi tratado é http://reinodacomunicacao.blogspot.com/. No post “Ponham os óculos”, a característica Era do feminimo não foi abordada, apenas a característica ciclos curto. A efémera tem a duração de um dia, mas aproveita cada momento desse dia “vive o momento”.

Tuesday, February 28, 2006

Nada é como dantes!


O mundo e a sociedade sofrem constantes mudanças e essas mudanças traduzem-se no aparecimento de novos valores, que espelham todos os acontecimentos vividos.
A publicidade e os anúncios publicitários têm de explorar e seguir os novos valores da sociedade (que são tudo, menos perenes e imutáveis) e as suas tendências.
Os valores da sociedade actual (revolução digital) são: a Velocidade; os Ciclos curtos; o Império do Novo; a Abundância e Diversidade; o Prazer; a Interactividade; a Mobilidade; a Desmaterialização e o Pós-figurativismo. Vou apenas retratar alguns deles.
A velocidade é cada vez mais um requisito a preencher, na medida em que quanto maior for a velocidade do serviço ou produto disponibilizado, mais rapidamente a pessoa cumpre os seus objectivos e assim consegue obter mais tempo livre para fazer o que desejar. O valor velocidade está presente em anúncios de automóveis, onde estes possuem características que permitem ao condutor viajar a uma velocidade mais elevada e com segurança. Um outro sector de anúncios onde está presente o valor de velocidade é o dos operadores de Internet, como Sapo e Clix, onde a banda larga é cada vez mais uma opção e que oferecem aos seus utilizadores índices de velocidade cada vez mais elevados, de modo a que o cliente não perca tempo, podendo rentabilizá-lo da melhor forma possível. Tendo assim o cliente mais tempo para realizar as suas restantes tarefas. Já que, neste mundo em mudança o tempo é um bem muito precioso.
O valor de ciclos curtos está ligado à fraca durabilidade dos produtos, porque esta é uma Era onde tudo é descartável e onde ninguém quer passar muito tempo com o mesmo produto. Quando uma pessoa adquire um produto, automaticamente já está a pensar noutro produto que pode vir a adquirir para substituir esse. Os anúncios de automóvel estão intimamente ligados a este conceito, porque estão permanentemente a anunciar novos modelos e a aperfeiçoar modelos já estão no mercado.
Um outro valor é a interactividade, este valor é a característica mais importante das novas tecnologias. A interactividade está presente sempre que existe um acto recíproco de comunicação (comunicação bi-direccional). Esta característica está presente nos vários anúncios para telemóveis, onde são dados a conhecer ao espectador as várias funcionalidades interactivas do produto. Um telemóvel já é interactivo desde o momento que chegou ao mercado, na medida em que o seu objectivo era permitir realizar chamadas de voz (comunicação bi-direccional) a partir de qualquer localização. Hoje em dia, a componente interactiva está muito mais desenvolvida permitindo a existência de jogos no telemóvel, mensagens escritas, mensagens multimédia (combinação entre som, imagem e texto), chamadas em videoconferência e até poder consultar os e-mails e estar no msn.
A mobilidade é outra característica importante deste mundo em mudança. A mobilidade é a característica daquilo que é móvel. Esta característica está presente nos anúncios para telemóveis, na medida em que, a mobilidade é o que distingue um telemóvel de um telefone tradicional. Assim, com um telemóvel podemos comunicar a partir de um qualquer lugar. Um outro exemplo de mobilidade é o da operadora de Internet móvel Kanguru. No anúncio à operadora vemos várias pessoas a saltitar de um local para outro mas sempre com ligação à Internet. A mobilidade é uma característica fundamental da sociedade actual, pois todos querem estar contactáveis em qualquer lugar, seja através de telemóvel ou de Internet.
A Era do feminino é a última característica a ser tratada. Nesta sociedade a mulher é cada vez mais vista como uma mulher independente, que trabalha, leva os filhos à escola, ou seja, já não é considerada uma simples dona de casa. Um anúncio onde esta temática é visível é no anúncio ao Actimel, onde é possível ver o testemunho de uma mulher que toma Actimel, pois este reforça as suas defesas. A mulher precisa de “forças” extra, ou seja, ser uma super-mulher e conciliar a sua vida profissional com a sua vida pessoal. Um outro exemplo que retrata a emancipação da mulher é o anúncio que a Galp faz à sua nova bilha de gás, a pluma. Este anúncio reflete uma mudança de mentalidade, pois vemos uma mulher a entregar bilhas de gás, esta era considerada uma profissão tipicamente masculina. As mulheres cada vez mais estão a desempenhar funções que antigamente eram só destinadas a homens. Mas nem todos os anúncios focam esta emancipação da mulher. Os anúncios ao Feira Nova e a produtos de limpeza mostram sempre mulheres às compras e em lides domésticas e não homens, porque ainda se vê a mulher como a dona de casa por excelência e a divisão de tarefas em casa é quase inexistente.
Os valores da sociedade actual podem permanecer ou não numa sociedade futura, mas uma coisa sabemos: os valores não são eternos, nem imutáveis.