Um Novo Sistema Educativo...
Quem já não ouvi falar num tal Processo de Bolonha…
Mas que significa esse Processo?
Para quem não conhece ou projecto ou não tem a certeza do que significa aqui fica uma ideia.
O Processo de Bolonha está ligado à construção de um Espaço Europeu de Ensino Superior, com o objectivo de promover a mobilidade de professores, de estudantes e a sua empregabilidade.
A principal ideia a reter é de que com o processo de Bolonha é possível a um qualquer estudante do ensino superior que conclua os seus estudos ter um diploma Europeu com os seus graus de qualificação que seja reconhecido em qualquer Estado-Membro e também nas suas Universidades caso o estudante queira continuar os seus estudos fora do seu país.
Este processo surge da necessidade de tornar a Europa num espaço económico competitivo, para assim fazer face aos seus principais adversários económicos e para a existência de uma coesão social.
Génese do projecto…
Desde 1998 na declaração de Sorbonne, que se perspectivava a criação deste espaço único. Um ano depois ficou estabelecido entre os países signatários (29 estados europeus, incluindo Portugal), que até ao ano de 2010 existiria um Espaço Europeu de Ensino Superior. Deste modo, o Ensino Superior seria compatível no espaço Europeu.
Grandes directrizes do Processo de Bolonha:
. Adopção de um sistema de graus académicos facilmente legível e comparável, incluindo também a implementação do Suplemento ao Diploma;
· Adopção de um sistema assente essencialmente em dois ciclos
· Estabelecimento de um sistema de créditos académicos (transferíveis e acumuláveis)
· Promoção da mobilidade entre estudantes, docentes e trabalhadores.
Em Setembro de 2003, os Ministros responsáveis pela Área do Ensino Superior de 33 Países Europeus, reunidos em Berlim, reafirmaram os objectivos definidos em Bolonha e em Praga, tendo adicionado:
· A necessidade de promover vínculos entre o Espaço Europeu do Ensino Superior e o Espaço Europeu de Investigação, para melhorar a capacidade de investigação da Europa e tornar mais atractivo o Ensino Superior Europeu (existência de bolsas de estudo para alunos extra comunitários)
· Criação de um terceiro ciclo constituído pelo doutoramento
É pretendida uma formação ao longo da vida, o ensino terá todo a mesma certificação. Irão ser adoptadas medidas para reduzir as taxas de abandono escolar, que irão ser fundamentais para aumentar a competitividade económica e aumentar os níveis de empregabilidade. É importante fazer a população criar o gosto pelo saber e pela sua constante actualização.
A participação de Portugal neste processo implica reformas profundas estruturais (a estrutura deve ser idêntica em todas as instituições de ensino superior, oferecer cursos semelhantes e comparáveis em conteúdos e duração) no ensino superior, como a divisão em dois ciclos e o sistema de créditos (para reconhecimento de graus académicos) e a emissão de um suplemento de diploma em língua europeia (reconhecimento internacional das qualificações).
Como funciona o sistema de créditos (European Credit Transfer System)
Os créditos podem ser entendidos como instrumentos de mobilidade.
· Flexibilização da organização curricular;
· Transferência de créditos;
· Acumulação créditos corresponde qualificações e níveis de formação;
· Promovem a mobilidade dos estudantes;
A lei de bases de Processo de Bolonha prevê a existência de três ciclos no Ensino superior:
· O primeiro ciclo é o grau de licenciado com duração de 6 a 8 semestres.
· O segundo ciclo corresponde ao grau de mestre com a duração de 2 a 4 semestres (em conjunto os dois primeiros ciclos devem ter a duração de 10 semestres)
· O terceiro ciclo corresponde ao grau de Doutor, concedido após um ciclo de formação superior com a duração mínima de 6 semestres (em conjunto com os ciclos anteriores de existir um mínimo de 16 semestres de formação superior.
O Processo de Bolonha é então:
· É um processo de coesão Europeia através da mobilidade e do conhecimento, de forma a afirmar a Europa
· Processo de estruturação do ensino superior para uma maior igualdade e para um reconhecimento alargado à EU das competências adquiridas (comparabilidade de graus)
· Mobilidade entre estudantes, docentes e trabalhadores, vendo os seus graus de qualificação reconhecidos.

Na prática verifica-se:
· Com menos anos para concluir a licenciatura é provável que o número de Mestrados aumente.
· Com menos anos para concluir a licenciatura os custos para o Governo com a educação serão menores.
· Vai assistir ainda uma declivagem maior entre o Ensino Secundário e o Ensino Superior. Como o Ensino Secundário não vai ser também reestruturado os alunos vão sofrer ainda maiores dificuldades em adaptar-se aos métodos de ensino do Ensino Superior.
· Deixa de existir uma ordem específica para a realização das várias cadeiras
· O ensino será também mais autodidacta
· As matérias terão de ser mais condensadas e além dos mais nem todas as instituições e professores têm a mesma forma de ensino.
O curso de Comunicação Social e Cultural da UCP vai também sofrer alterações estruturais, passando pela mudança do nome do curso para Ciências da Comunicação com a duração de 6 semestres (180 créditos).
Concluindo, o objectivo da Europa é ter “a economia do conhecimento mais competitiva e mais dinâmica do mundo, capaz de um crescimento económico duradouro acompanhado de uma melhoria quantitativa e qualitativa do emprego e de maior coesão social”.















